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27/4/2005
Profissão HQ: Allan Sieber
Cartunista lança o livro 'Vida de Estagiário' e fala ao Trama Universitário
Ana Cecília Chiesi
Allan Sieber é o responsável pelo sucesso de “Vida de Estagiário”, quadrinho que ocupa a contracapa do caderno Folhateen, no jornal Folha de S. Paulo desde 2000 e que está sendo lançado em livro pela editora Conrad. Mas este na verdade é o seu segundo livro. O primeiro foi "Preto no Branco", lançando em 2004.

Allan falou ao Trama Universitário sobre o lançamento do livro. “Eu publico a tira desde 2000 no Folhateeen, então no final do ano passado já havia um bom volume de material e ofereci o livro para Conrad tal qual ele saiu, com os depoimentos de estagiários reais, o sketch book e a série Estagiários Históricos. A Conrad havia publicado meu primeiro livro, o Preto no Branco, e eles me dão liberdade total para que o livro saia como eu quero. O "Vida de Estagiário" tem um pouco de autobiográfico. Quando eu era moleque fui office boy e dava um jeito de passar o maior tempo enrolando em vez de ficar trabalhando. Ah, e sim, também tinha chefes imbecis”.

O quadrinista começou sua carreira em 1992, na Otto Desenhos (estúdio de Otto Guerra), em Porto Alegre. “Lá eu conheci o pessoal que fazia a lendária revista Dumdum ( Adão, Fabio Zimbres, Schiavon etc) e comecei a fazer meu zine, Glória, Glória, Aleluia!, que depois virou uma revista. Na GGA tinha quadrinhos meus e de amigos como MZK e Schiavon. Em 96 comecei a publicar a tira "Bifraland, A Cidade Maldita" no caderno Zap do Estadão”, lembra.

Além das tiras, Allan tem a Toscographics, produtora responsável por cinco curtas-metragens, entre eles o premiado “Deus é Pai”, o longa “Sou feia, mas tô na moda” - documentário sobre as meninas no movimento funk carioca, dirigido por Denise Garcia, sócia da Tosco - e diversas animações para cinema e televisão. “Agora estamos terminando um curta chamado Santa de Casa, uma animação baseada num conto do Aldir Blanc” conta Allan.

Ele confirma que ainda é complicado viver de quadrinhos no Brasil. “A grana vem dos dois lados (quadrinhos e animações), mas mais da Toscographics”. Ele complementa:“o mercado é muito pequeno e o pessoal está acostumado a pagar mal, mas eu gosto do que faço e acho que as coisas um dia vão melhorar. Uma guerra nuclear pode ajudar”, brinca.

Suas influências são Angeli, Jaguar, Fabio Zimbres e Crumb e ele ainda dá a dica pra quem está começando. “O importante é que cada um faça o que goste e seja sincero no seu trabalho. Trabalho duro e sorte também é uma combinação boa”.

Para conhecer mais o trabalho de Allan Sieber, acesse o site da Toscographics.
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