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12/2/2007 |
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| 5 perguntas: Andréa Del Fuego |
| TU entrevista a escritora, um dos melhores frutos da nova safra da literatura nacional |
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| Tatiana Dias |
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 Andréa Del Fuego | Ela tem dois livros publicados – “Nego tudo” e “Minto enquanto posso”. Também participa das antologias “Os cem menores contos brasileiros do século”, “Fábulas da Mercearia”, “30 Mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”, “Doze” e “69/2 Contos Eróticos”. E, por fim, o nome dela faz tremer o chão: Andréa Del Fuego.
A escritora – uma das melhores revelações da chamada “nova literatura brasileira" – também se autopublicou. Assim como outros escritores de sua geração, ela mantém um blog, que leva seu nome. Ali ela publica seus contos intercalados com fotos, trechos de livros, vídeos, dicas de programas. Tudo cheio de poesia, sempre.
O blog acumula mais de cem mil acessos, desde junho de 2005. São leitores fiéis, que se viciam com a delicadeza e a gentileza da autora. Ela responde, um a um, os comentários de seus posts.
Veja o que Andréa tem a dizer de sua autopublicação.
Por que se autopublicar? Primeiro porque a tecnologia nos permitiu essa alforria, como a outra alforria, o interesse é pelo aumento do consumo, claro. Cada blog se torna um produto daquele portal que possibilita sua publicação. Segundo porque é uma janela ainda misteriosa, por isso interessante.
Você acha que o ambiente universitário ajuda a formar o espírito crítico? Como foi com você? Não tive vida acadêmica, minha formação está baseada em minha experiência profissional em outras áreas, como cinema, por exemplo. Minha formação foi e é constante através de leitura e pesquisa própria. Há universitários que nunca compraram um livro de literatura por falta de vontade. O espírito crítico é um cultivo constante, deve ser cultivado dentro da universidade mas não só, a universidade dura poucos anos, e depois?
O que você ganha com seu blog? Financeiramente nada. Mas muito gratificante sim, às vezes ele é citado por aí, como fez Joaquim Ferreira dos Santos em sua coluna no jornal O Globo. Muitas surpresas vêm daí: você não faz a menor idéia de quem está navegando em seu blog. Para o bem e para o mal, claro.
Qual é a melhor e a pior coisa dessa época de transformações? A melhor é a liberdade digital, e a pior é que o mundo virtual, dos satélites e das comunicações sem fio espelham a mesmas condições humanas da vida analógica. Ninguém mudou.
E qual é o seu papel - e o da sua publicação - nesse contexto? Mais um pixel.
Visite: delfuego.zip.net
Saiba mais sobre a série Autopublicação na prática.
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