|
|
|
28/6/2006 |
|
|
 |
|
|
| Você é o Frila: Os desafios de fomentar o cinema mineiro |
| Rafael Matrone Munduruca, da Universidade Federal de Viçosa, foi selecionado ao entrevistar a diretora de Audiovisual da Secretaria Estadual de Cultura de MG, Anna Flávia Dias Sales |
|
| Rafael Matrone Munduruca – Universidade Federal de Viçosa |
|
|
|
Anna Flávia Dias Sales, comunicadora, roteirista e Diretora de Audiovisual da Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais, mostra um outro olhar sobre a regionalização do cinema nacional e as conquistas realizadas através de parcerias entre o privado e o público.
Como funciona a Diretoria de Audiovisual da Secretaria Estadual de Cultura de Minas? Anna - A Diretoria abrange as atividades de fomento, a Filme em Minas; de desenvolvimento, que acreditamos ser também de desenvolvimento econômico, que é a Minas Film Commission; e atividades ligadas à formação, as oficinas.
Como é que é trabalhar o Audiovisual em um estado onde só existem dois cursos de cinema e que estão em estágio inicial? Ainda é informal como o mercado. É necessário um aprendizado por parte da Diretoria de Audiovisual ao longo do tempo. Começar a acumular uma noção do que é gestão pública, para conseguir crescer e se articular. Existem vários desejos e necessidades, mas não há como atender nem dialogar com todos. Tem que fazer opções a cada biênio, pois as coisas andam devagar.
O que vem a ser o Filme em Minas? É um programa de estimulo ao audiovisual, que lida com lei federal de incentivo a cultura. Repassamos recursos de patrocínio através da Lei de Audiovisual (n° 8.685/93) e da Lei Rouanet (n° 8.313/91). São sete categorias. As pessoas se inscrevem e passam por uma comissão julgadora. Os projetos que forem escolhidos são premiados.
Como funciona a Film Commission e qual a relação dela com a Diretoria de Audiovisual? A Film Commission é a Diretoria de Audiovisual, por enquanto. Trata-se de um conjunto de facilidades que são oferecidas para produções que desejam se realizar no estado. Isso fomentará o audiovisual e trará recursos. De alguma maneira, há formação de mão de obra. A produção ainda promoverá Minas quando o filme sair. Economicamente é importante. Por isso que é formada por gente de turismo, desenvolvimento social e cultura, para ter essa formação interdisciplinar no governo.
Existem Cinema e Cinemas, o que são esses Cinemas? Cinemas são novas formas de fazer cinema. A Curta Minas abriu um edital de filmes para celular, que poderão ser vistos no aparelho e também pela internet. Têm várias de formas de exibir e difundir cinema, o que faz com que as produções busquem se adaptar. Hoje é muito mais livre. Por isso temos cunhado o termo audiovisual. Cinema, hoje, é tudo aquilo que é audiovisual. É imagem em movimento que faz algum sentido. Tem essa vantagem, mas tem desvantagens também, pois a capacidade de produção de filmes de má qualidade também aumentou. Mas de qualquer forma, passa-se a ter o meio de produção na mão e o discurso pessoal, que pode influenciar e que pode ser ouvido.
Como você vê a regionalização de produção do cinema? É uma utopia, pois através do audiovisual você vai experimentar o que é a diversidade cultural, das formas de ver e perceber o mundo. Com as oficinas queremos descobrir como as pessoas vêem a própria realidade. Como estão produzindo o sentido próprio. Não apenas recebendo, mas fazendo e produzindo sentido. Isso é maravilhoso.
Como é a Anna Flávia profissional de cinema? Tenho muita tranqüilidade para falar disso, pois sou uma roteirista tipicamente belo-horizontina, que não teve um mercado para atuar. Mas dei um bom vôo, dentro das possibilidades de BH. Fiz longa-metragem, documentário, curta e multimídia, que eu adoro. Ultimamente minha “coqueluche” tem sido fazer multimídia, conteúdos interativos. Fiz para o Museu de Artes e Ofícios, estou fazendo um outro tipo agora, e já em 1987 fiz para a Secretaria Municipal de Cultura uma revista cultural chamada Zapping, justamente um trabalho com multimídia. E aí tive essa experiência plural, que é uma coisa que me dá muito prazer. Adequar a linguagem a um determinado tipo de público. Trabalhei na Rede Minas por muitos anos, fui redatora e roteirista.
Participe Participe você também, envie sua reportagem ou entrevista inédita. Você corre o risco de ser publicado e ainda ganhar uma grana. Leia atentamente o regulamento e se inscreva aqui.
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|